Angélica: "Se uma geração inteira rejeita um modelo de trabalho, o problema tá no modelo" - Mina
 
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Angélica: “Se uma geração inteira rejeita um modelo de trabalho, o problema tá no modelo”

O que parece desinteresse da Geração Z é, na verdade, um recado claro: não dá mais pra romantizar modelos de trabalho que adoecem

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Muita gente reclama, em tom de crítica, que a Geração Z não quer trabalhar, nem ser promovida, muito menos virar chefe. No entanto, o que, pra gerações anteriores, era visto como sinônimo de sucesso, hoje carrega outra simbologia: burnout e produtividade tóxica.

“O que essa geração tá dizendo é que NÃO tá disposta a pagar nada com a própria saúde mental e emocional”, diz Angélica, em vídeo que vem dando o que falar — e que nasceu de um texto da especialista em futuro do trabalho, Maira Blasi, publicado aqui na Mina. O papo vira a chave de um discurso que estigmatiza uma geração inteira como “profissionalmente desinteressada” e lança um olhar crítico sobre o modelo de trabalho que seguimos repetindo.

Mais do que um recado sobre ambição, essa resistência é um alerta sobre como o trabalho foi — e ainda é — organizado. “Quando uma geração inteira rejeita um modelo… o problema não tá na geração, ele tá no modelo”, pontua Angélica. “Parece um tapa na cara de quem deu a vida pelo trabalho, mas, na verdade, é só o começo de uma discussão muito importante: será que não tá na hora da gente repensar esses modelos?”, provoca.

Se pra algumas gerações ser promovido e virar chefe era o ápice do sucesso, pra Geração Z isso muitas vezes soa como sinônimo de abrir mão da vida — e eles estão deixando claro que não estão dispostos a fazer esse acordo.

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