Angélica: “É muito potente ter amigas. Mas a amizade feminina antes era ridicularizada”
Em vídeo, apresentadora reflete sobre representação da amizade feminina na mídia e como isso afetou nossas relações.
As princesas da Disney podem ter castelos, vestidos brilhantes e finais felizes. Mas amigas? Nada. A Bela conversa com móveis, a Ariel divide segredos com um peixe, a Cinderela desabafa com ratos. Rapunzel chama uma iguana de bestie e a Mulan, um dragão. Nada contra laços com animais — sabemos o quanto eles são importantes —, mas fica o vazio: onde estão as amigas de verdade?
Angélica conta que, por muito tempo, a ideia de amizade entre mulheres foi ridicularizada. A crença era que só os homens tinham profundidade emocional e intelectual para desenvolver vínculos significativos. Soa absurdo hoje, mas essa narrativa moldou séculos de relações. “Competir umas com as outras foi vendido como o normal e a cultura da rivalidade feminina reforçou a solidão”, diz.
Mas quando as mulheres começaram a se unir, tudo mudou. Como mostra o livro “The Social Sex: A History of Female Friendship“, foi apenas há poucos séculos que a amizade entre mulheres passou a ser reconhecida como legítima — e daí em diante, se tornou potência e revolução.
É bonito pensar que, se antes fomos ensinadas a desconfiar umas das outras, agora a amizade é justamente o que mais nos fortalece. Como escreveu Thais Fabris na MINA: “Amizade entre mulheres é revolucionária. Tenha amigas e TODO resto elas te ajudam a resolver”.
Se a Disney tivesse entendido isso, talvez tivéssemos menos ratos e dragões e mais parceiras de verdade nos contos de fadas. Porque no fim das contas, amiga é um dos maiores tesouros que a vida oferece. Como Angélica pergunta no vídeo: “Já fez um afago nas suas comparsas hoje?”