Quer sobreviver ao carnaval? Trazemos dicas
Carnaval é samba, purpurina e muita festa, um combo que exige saúde e disposição. Cinco experts na maior festa popular do planeta dão seus pitacos para atravessar a farra sem cambalear ou desistir
A maior festa do mundo já está entre nós. Aquela época em que a purpurina se torna parte oficial da pele, o confete se infiltra até nos lugares mais improváveis e a fanfarra dita o ritmo frenético dos nossos dias (e noites!). Mas vamos combinar, o que no passado durava 5 dias, pulou pra 15 e agora já estamos falando em mais de um mês envolto pelo mais puro carnaval de rua. Ou seja, quando o carnaval chega mesmo, sobreviver com o corpo e a dignidade intactos exige mais estratégia do que simplesmente seguir o trio elétrico.
Então, bora falar de táticas de sobrevivência? Hidratação virou mantra, comida de verdade é combustível e planejar a rota do bloquinho pode evitar que você vire o meme. O glitter? Pode brilhar à vontade, mas sem esquecer que um corpo descansado e bem cuidado também reluz. Por isso, chamamos foliões de carteirinha e especialistas em carnaval para dar dicas valiosas de como aproveitar sem cair.

A pochete é seu mundo
Clara Novais, foliã, jornalista criadora de conteúdo
“Levar glitter para repor durante o dia é uma ótima tática para interagir com a galera. Ele também é útil se chover: ficou borrada? Taca um glitter que fica tudo mara. Levar um leque que caiba dentro da pochete, é ótimo. E comida: leve uma barrinha de proteína ou uma castanha para dar uma recarregada na energia. Acha que não vai caber tudo isso? Lembra que o celular tem que ir na doleira, de jeito nenhum na pochete, porque daí a chance de você virar estatística é grande. Retomar o velho hábito de ter dinheiro em espécie também é válido. Pra quem vai emendar um bloco no outro e no outro, o carregador portátil pode ser uma boa. Um frasco de tamanho comedido de protetor solar, e você tá pronta!”

Recalcule a rota
Alberto Jr – folião, criador do Bloco Domingo Ela não vai e jornalista
“Costumo mapear os blocos que gosto porque vou em pelo menos dois ou três blocos por dia. Faço um circuito que são de blocos próximos. Então, se quiser curtir um bloco no centro de São Paulo, já procuro outros por ali. Outra dica é começar pelos bairros mais distantes e ir mapeando blocos que ficam mais no caminho de casa. Mas sem esquecer que, uma das coisas mais legais do carnaval é ser surpreendido por outros blocos no meio do caminho. Não costumo ficar no mesmo bloco até o final, vou pulando e nunca me separo da minha galera. Pra tudo isso dar certo, é importante ir com um tênis bem confortável. Tenho até um tênis específico para essa época do ano. Nada pior do que ficar com bolha no pé”

Não vá com muita sede ao pote
Nathalle Peres, criadora de conteúdo e foliã
“Minha máxima é: não dá para fazer tudo. É preciso organizar em qual bloco você quer de fato ir. Nesta época do ano, faz muito sol, pode dar dor de cabeça. Precisa se refrescar e segurar a emoção, porque se você se jogar com tudo no primeiro dia, dificilmente você vai aguentar os outros dias. Passou a manhã e a tarde toda na rua? Então é preciso dormir cedo para ter fôlego para o dia seguinte”

Tome decisões seguras
Krishna, foliã e criadora de conteúdo
“Para evitar situações de risco na multidão, o truque é, justamente, não se afastar da multidão. Ou seja, não sair para comprar uma cerveja e nem pra fazer xixi sozinha. Tenha sempre uma duplinha e tente ficar perto do bloco, perto da música. Mesmo nos deslocamentos, preste atenção. Eu sempre gostei de bloco noturno, mas tenho achado a rua perigosa à noite, então, ultimamente, prefiro deixar a minha diversão para os blocos diurnos”

Todo carnaval tem seu fim
Flávia Akemi, criadora de conteúdo e foliã
“Depois de tudo, foco em organizar a casa, estabeleço uma rotina para voltar a academia e também voltar a me alimentar mais direitinho. Acho bom ficar mais reclusa, fazer uma listinha de planejamento e organizar uma semana de detox. Banho gelado, alimentação e muita hidratação”