Não é hype, mas faz bem: como tirar o melhor da caminhada - Mina
 
Seu Corpo / Reportagem

Não é hype, mas faz bem: como tirar o melhor da caminhada

Que caminhar faz bem à saúde, ninguém duvida. Mas em meio a tantas atividades da moda, essa veterana fitness, simples e eficaz, acaba ofuscada. Vale o lembrete: ela pode ser sua grande aliada para sair do sedentarismo.

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Crossfit, spinning, hot yoga, corrida… Os exercícios de alta intensidade são os queridinhos do momento. E é ótimo ver tanta gente se mexendo e entrando no hype — a saúde agradece! Mas, enquanto as tendências fitness vão e vêm, uma velha conhecida segue firme: a caminhada. Discreta, pouco “instagramável”, mas poderosa para o corpo e a mente.

“Quem caminha dorme melhor e sente mais alegria e relaxamento, graças à liberação de endorfina”

“É uma atividade simples, mas supereficaz. Melhora a saúde mental, reduzindo ansiedade, estresse e depressão, além de ajudar na prevenção de diabetes e doenças cardiovasculares”, explica a personal trainer Kenya Correa. “Quem caminha dorme melhor e sente mais alegria e relaxamento, graças à liberação de endorfina.”

Evidências científicas não faltam. Um estudo do British Journal of Sports Medicine mostrou que 30 minutos de caminhada moderada, cinco vezes por semana, reduzem em até 31% o risco de doenças cardiovasculares. Já a Sociedade Americana de Câncer aponta que 20 minutos diários são suficientes para diminuir a chance de desenvolver até sete tipos de câncer.

“Meia hora, de 3 a 4 vezes por semana, já faz diferença — desde que seus batimentos fiquem um pouco mais acelerados que num passeio comum pela rua”, orienta Kenya. Quer turbinar ainda mais os efeitos? Algumas adaptações simples podem ajudar.

Vá mais rápido

Quanto mais veloz, maior o impacto positivo. “Uma velocidade elevada exige mais do sistema cardiorrespiratório e da musculatura das pernas. Isso fortalece o corpo e traz sensação de superação, já que você percebe a sua evolução”, diz a personal. O segredo é respeitar o seu tempo: comece devagar e aumente a velocidade conforme for sentindo o corpo mais resistente. 

Alterne o passo

Nada de monotonia. Intercale trechos mais rápidos com outros mais lentos. Isso melhora o condicionamento, ajuda no controle glicêmico e na redução da gordura visceral — como mostra um estudo da Associação Americana de Diabetes com pacientes de diabetes tipo 2.  Com um bônus: o exercício fica mais divertido.

Segure firme

Que tal fortalecer os músculos enquanto caminha? Mochilas ou coletes com peso podem aumentar o gasto calórico e o desafio muscular. Mas vá com calma. “Comece com cargas leves e aumente aos poucos. Se estiver muito pesado, o risco de lesão cresce — especialmente para quem tem artrite”, alerta Kenya. A sugestão é começar com 5% do seu peso corporal.

Varie a inclinação

Em vez de desviar, abrace os caminhos inclinados. Subidas e escadas ativam glúteos e pernas de forma especial, elevando o esforço físico. “Isso aumenta o gasto calórico”, afirma a treinadora. Mas atenção na descida: o impacto nas articulações é maior — vá com cuidado.

Atenção total no agora

Caminhar também pode ser um momento de conexão consigo. Um estudo alemão mostrou que sessões de 40 minutos, com 10 dedicados à prática de mindfulness, melhoraram significativamente a qualidade de vida de pessoas com alto nível de estresse em apenas quatro semanas. Como aplicar isso? Foque na respiração, observe os passos, os sons, cores e cheiros ao redor.

De passo em passo

“Respeite seus limites, seja constante e aumente o ritmo aos poucos, conforme seu corpo permitir”, aconselha Kenya. Logo, as caminhadas podem até se transformar em corridas leves, sem você nem perceber.

Sentiu o chamado? Então, calce o tênis, escolha uma playlist animada e vá explorar a cidade — seja no bairro, no parque ou onde sua criatividade te levar. Esse pode ser o primeiro de muitos passos rumo a uma vida mais leve, saudável e feliz.

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